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Maconha também é saúde

19/05/2010

Por Fernanda Souza

Desde segunda-feira (17), acontece em São Paulo, um encontro científico internacional para discutir o uso medicinal da maconha no Brasil, incluindo a criação de uma agência reguladora.

A fundação de um órgão desse tipo é uma exigência da Organização das Nações Unidas (ONU). Em países como os EUA, Canadá, Reino Unido e Holanda, a Cannabis já é usada como analgésico, estimulador do apetite ou para o controle de vômitos.

O organizador do evento, médico  Elisaldo Carlini,  diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e  membro do comitê de peritos da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre álcool e drogas, considera que as substâncias presentes na planta são muito úteis e merecem estudo. Grande defensor das terapias com maconha, o médico diz que a maconha já foi considerada quase uma divindade na neurologia para tratar dores de origem nervosa.

Para Cabrini, a maconha passou de medicamento precioso a uma droga maldita. Mas, se a regulação acontecer no Brasil, onde a droga é proibida, um cuidado maior deve ser tomado. De acordo com o médico, terá que haver uma legislação que garanta o controle adequado, como existe na morfina. Ele também não é a favor da liberalização da maconha, mas é a favor da despenalização da droga.

No vídeo, uma reportagem do fantástico de dezembro de 2009 mostra o uso da maconha como medicamento em Israel, liberada pelo governo também em um hospital público. Os pacientes podem fumar inclusive dentro do hospital. No país, o uso recreativo da droga é proíbido, sendo liberada apenas para fins medicinais. O vídeo é um exemplo sobre o que está sendo discutido para ser feito no Brasil.

Exemplos de uso terapeutico da maconha


Atenuação de dores crônicas da esclerose múltipla

Diminuição de náuseas durante a quimioterapia

Aumento de apetite para tratamento de anorexia e Aids

Redução da pressão interna do olho no glaucoma

Contras:

Existem vários estudos que associam o uso da maconha a efeitos malignos. A maioria desses estudos são feitos com base no uso indiscriminado e recreativo da da droga.

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), um estudo publicado em 2007, realizado por duas pesquisadoras, associava o uso da maconha como fator desencadeador da esquizofrenia, uma doença que atinge cerca de 1,1% da população.

Acredita-se que a esquizofrenia seja uma doença multifatorial, com uma predisposição genética, e que são necessários fatores ambientais para ela se manifestar. Um desses fatores está relacionado ao uso abusivo de algumas drogas psicotrópicas, incluindo a maconha.

O objetivo da pesquisa foi fazer um levantamento bibliográfico dos trabalhos que relacionam o uso abusivo da maconha e a manifestação da esquizofrenia.

De acordo com os resultados e com a análise da literatura, as pesquisadoras concluíram que existem evidências crescentes de que o uso de maconha pode desencadear o início da esquizofrenia, pelo menos em indivíduos predispostos.

O artigo completo pode ser acessado aqui.

Em pauta: a violência no ambiente escolar

12/05/2010

por Bruna Lima

Desde o início do século XXI a expressão bullying tem ganhado cada vez mais presença nas rodas de debates sobre educação, comportamento e violência na sociedade. Sabe-se que, no entanto, esse tipo de prática é ainda mais antiga. A palavra de origem inglesa bullying identifica qualquer tipo de humilhação, agressão física ou psicológica no ambiente escolar exercida por um ou mais alunos sobre outra pessoa ou grupo de indivíduos. 

Com o objetivo de aprofundar as causas, consequências e modos de prevenção desse tipo de agressão é que será elaborado o seminário  “Violência que atinge o cotidiano de escolas: identificações, reflexões e mediações”.  A inciativa dos estudantes do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL) propõe justamente a reflexão e discussão sobre as origens e como se pode combater a prática do bullying no ambiente escolar, valorizando acima de tudo o respeito entre os indivíduos desde a juventude. O evento terá como convidada especial a socióloga e escritora  Miriam Abramovay, coordenadora Coordenadora da pesquisa Convivência Escolar e Violências nas Escolas da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (RITLA).

Os interessados em se aprofundar no assunto podem ser inscrever no departamento de Serviço Social da UEL, pagando uma taxa de cinco reais. O evento começará no dia 1 de junho, as 13h3o, no anfiteatro do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESA) da UEL. Mais informações podem ser encontradas através do blog dedicado especialmente ao seminário ou pelo telefone do departamento de Serviço Social: (43) 3371-4245.

via Londrix

Festa pela diversidade em Londrina

06/04/2010

por Bruna Lima

Quem passou hoje, no início da tarde, pela praça Mahatma Ghandi (popularmente conhecida como pátio do Restaurante Universitário da UEL) se deparou com um clima de festa e alegria que misturava protesto, informação e descontração com a finalidade de passar uma única mensagem: a necessidade do respeito a diversidade sexual. É a segunda vez que a “Parada Gay” improvisada dá o ar de sua graça no ambiente universitário de Londrina.

O evento que começou ao meio dia teve apoio da Funcart/Escola Municipal de Teatro, da Associação Londrinense Interdisciplinar de Aids (ALIA), do Núcleo de Redução de Danos da Secretaria Municipal de Saúde e do Serviço de Bem Estar à Comunidade (SEBEC) da UEL. A primeira edição aconteceu no ano passado, quando um estudante universitário homossexual teria sido vítima de preconceito praticado por alunos de outro curso.

Os organizadores da “Parada Gay” (oficialmente chamada de Festa das Cores) afirmam que o objetivo do evento é promover o respeito a diversidade sexual e o combate a discriminação no ambiente universitário, de uma forma pacífica e irreverente.

Em tempos de Big Brother Brasil, discussões sobre comportamento homofóbico (ou não) na sociedade e respeito ao universo afetivo e sexual de cada um, iniciativas como a Festa das Cores são ótimas opções para refletir sobre a liberdade de escolha dos indivíduos e a necessidade de se evitar ao máximo o preconceito. Afinal, nada mais coerente do que cada um ser livre para dizer e fazer o que bem entender (contanto que não prejudique o próximo e o meio ambiente) sem risco de sofrer nenhum tipo de agressão, humilhação ou manifestação violenta.  

via Portal Londrix 

Quem merece o seu voto?

26/03/2010

por Bruna Lima

Está agendado para quarta-feira, dia 31 de março, o primeiro debate entre as quatro chapas que concorrerão aos cargos de reitor e vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O encontro, que será no anfiteatro do Hospital Universitário (HU) as 9 horas da manhã, promete marcar o início de uma nova etapa na campanha eleitoral pela reitoria da UEL.

A essa altura propostas e nomes de candidatos já estão literalmente na boca de estudantes, funcionários e da população geral de Londrina, mas os debates são uma forma eficiente dos eleitores interagirem com os candidatos e conhecerem melhor suas propostas. Os nomes que pretendem ocupar os cargos de reitor e vice reitor, respectivamente, são: Alamir Aquino Corrêa e Jeane Soriano, da A UEL que nós queremos; Cristiano Simon e Margarida de Fátima, da UEL Livre; Isaías Dichi e Carlos Ferreira, da UEL Já; e Nádina Aparecida Moreno e Berenice Jordão, da Um Novo Tempo.

Haverá também um segundo debate, no dia 07 de abril, as 19 horas no Centro de Educação Física e Esporte (CEFE), dentro do campus da UEL. Vale lembrar que os dois encontros serão abertos livremente ao público. Os candidatos que pretendem ocupar a vaga do atual reitor Wilmar Marçal e do vice Cesar Caggiano – que devem abrir mão do cargo já em abril – prometem, entre outras coisas, uma maior integração com estudantes, funcionários e comunidade externa, investimento na estrutura da UEL e uma gestão sem vínculos nem dependências partidárias. O vencedor deve assumir o cargo em junho deste ano.

O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 14 de abril, e o segundo para 06 de maio. Portanto, se você é estudante ou de outra maneira é integrado à comunidade da UEL, prepare-se: mostre que se importa não só consigo mesmo, mas com o futuro da sua universidade, e exerça sua cidadania da forma mais consciente possível. Procure saber sobre os candidatos, suas propostas e as necessidades gerais do ambiente universitário.

Para ajudar um pouco mais nessa tarefa, disponibilizamos abaixo os links para os portais das quatro chapas concorrentes.

A UEL que nós queremos 

UEL Livre 

UEL Já 

Um Novo Tempo

 

Agora é com você. Abra os olhos, faça sua escolha consciente e boa eleição!