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E o calçadão, como vai?

20/05/2010

por Bruna Lima

Parece que chegou a hora da verdade. Depois de concluir a primeira etapa da obra, ouvir críticas em relação ao novo projeto e entrar num conflito (que ainda não acabou) com os donos de quiosques instalados no calçadão, a Prefeitura de Londrina decidiu por em prática uma atitude consciente: ouvir a voz do povo. A partir de segunda-feira (24) será realizada uma pesquisa popular para avaliar o nível de aprovação do público em relação as reformas realizadas até agora.

A enquete terá duração de uma semana (com exceção do domingo) e serão entrevistados aqueles que circularem entre as ruas Pernambuco e Prefeito Hugo Cabral no horário das 9 as 17 horas (segunda a sexta) e das 9 as 12 horas (sábado). O povo deve responder se gostou do novo projeto, se prefere o novo visual ao antigo e se considera o novo piso mais seguro para os pedestres. Será instalada uma urna para voto no trecho do calçadão que já foi reformado.

A aprovação popular é mais um passo e uma tentativa do atual prefeito Barbosa Neto para comprovar sua teoria de que a reforma do calçadão é bem aceita pelo cidadão londrinense, rebatendo todas as críticas feitas até agora ao novo projeto. De qualquer modo os resultados dessa pesquisa devem ser cruciais para saber se as obras irão prosseguir tranquilamente, se sofrerão mais resistência ou até se pode haver uma possível redefinição do projeto do calçadão.

via Bonde

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Muito além do calçadão

01/05/2010

por Bruna Lima

 

Após um ano, é visível o fato de que a administração do prefeito Barbosa Neto já enfrentou vários altos e baixos e diversas polêmicas. A mais recente delas, referente a questão do planejamento urbano, envolve o calçadão central de Londrina: a reforma, que começou no final do ano passado, já teve sua primeira parte concluída mas ainda parece gerar muitas polêmicas.

reforma no calçadão ainda provoca dúvidas

O objetivo da reforma do calçadão seria revitalizar o local, eliminar os (visíveis) buracos que frequentemente provocam transtornos, melhorar a acessibilidade para cadeirantes, por exemplo e de quebra “regularizar” a situação dos ambulantes que ocupam o lugar. A confusão se iniciou quando donos de quiosques foram intimados a sair dali pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). E com a primeira etapa da reforma concluída, vieram as críticas: o novo piso tiraria a “originalidade” do calçadão, seria muito escorregadio em dias de chuva…

mudança no Terminal causou expulsão dos ambulantes

Barbosa Neto se defende e garante que a maioria da população só faz elogios ao novo projeto do calçadão. De fato percebe-se que, pelo menos a princípio, é difícil agradar a todos. Mas as mudanças (e polêmicas) do governo Barbosa Neto vão um pouco além do calçadão. Podemos destacar a reforma em volta do Terminal Central, na rua Benjamin Constant, que tem como objetivo justamente embelezar e facilitar o acesso de deficientes, e obrigou a retirada (com a garantia de um novo ponto de comércio, segundo a CMTU) dos ambulantes que ocupavam o local há anos.

Saindo dos limites centrais da cidade e alcançando outros pontos de Londrina é possível notar que outras mudanças foram postas em prática. A continuação da operação tapa buraco, de recuperação asfáltica da cidade, que começou em pontos centrais e agora se expande para as periferias, é um exemplo. A poda de árvores (também alvo de discussão e críticas) e a troca da iluminação da cidade, cujo objetivo seria melhorar o trânsito e garantir a segurança noturna, também já foram iniciados.

reforma nos asfaltos deve melhorar o trânsito

Mas ainda há muito o que se fazer. As reformas atuais aparentemente vão bem, obrigado, mas nessa área ainda há muitas necessidades a serem supridas tanto no centro da cidade quanto nas periferias. É importante que a administração atual não faça vista grossa a esses problemas e prossiga com o possível para a melhorar a qualidade de vida da população no aspecto do planejamento urbano. E ao que tudo indica, o segundo ano do governo de Barbosa Neto promete trazer mais reformas e consequentemente, mais polêmicas.