Posted tagged ‘londrina’

Basquete perde patrocínio

17/05/2010

por Lígia Zampar

A Conde Desenvolvimento Imobiliário anunciou, na manhã desta segunda-feira (17), que rompeu o contrato de patrocínio com a Associação Desportiva Londrinense (ADL), que gere a equipe de basquete de Londrina. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, os constantes atrasos nos pagamentos dos salários dos jogadores e falhas de administração foram alguns dos motivos que levaram a decisão.

Procurado, o presidente da ADL, Paulo Chanan, limitou a dizer que não foi informado oficialmente da decisão e não emitiria nenhuma opinião sobre o fato. A ADL foi uma das únicas duas equipes que não se classificaram para os playoffs do Novo Basquete Brasil (NBB).

Do JL

Anúncios

A saga de Vitorino

03/05/2010

Palco de grandes apresentações futebolísticas, o VGD se tornou um elefante branco,  cujos rumos ainda não foram claramente definidos pela atual administração

Por Leonardo Felix

Sito à esquina da avenida Jorge Casoni com a rua Acre, o estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) era um módico campo de futebol usado nos anos 40 para jogos de campeonatos amadores de futebol. Após a edificação dos atributos básicos á disputa de partidas oficiais, o local foi promovido pela administração municipal à condição de estádio em 1956.

Em 24 de junho daquele ano, a partida inauguradora, entre Londrina Esporte Clube e Sport Club Corinthians Paulista, registrou o recorde de público do local. 18 mil par de olhos acompanharam o empate de 1 x 1 entre os anfitriões alvicelestes e os visitantes paulistanos.

Até os anos 70, o VGD foi o grande palco das batalhas do Tubarão, quando, em 1976, o – à época – opíparo Jacy Scaff (estádio do Café) roubou no coração dos londrinenses o posto de principal arena para realização de partidas profissionais do mais popular esporte brasileiro.

Ainda assim, o velho Vitorino mantinha sua estreita relação com o LEC. Em meados dos anos 90, a prefeitura cedeu, em regime de comodato, as instalações do estádio ao clube, em contrato de 10 anos, renovado por mais 10 em 1999.

Nos últimos tempos, relegado foi ao abandono. Sem manutenções das mais prementes, com graves falhas estruturais e vetos da Federação Paranaense de Futebol, Corpo de Bombeiros e qualquer entidade de razoável senso, o VGD não pôde abrigar mais eventos de qualquer estirpe.

Agora, com a decadência deblaterada do Londrina Esporte Clube, o Vitorino Gonçalves Dias forma, ao lado do estádio do Café, o duo de elefantes brancos do município. Desde sua entrada na função de prefeito, Barbosa Neto tenta dar um rumo ao antigo campo e, nesse imbróglio, várias cogitações foram anunciadas.

Em dezembro do ano último, o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira, informou a intenção de vender o terreno de 22 mil metros quadrados. Pelos cálculos da fundação, seriam arrecadados de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões com a venda. Os recursos seriam aproveitados para uma ampla reforma do Jacy Scaff.

Este ano, a proposta radical (criticada por muitos, elogiada por outros) foi substituída por alternativa mais amena: privatização da administração do estádio. Assim, o VGD permaneceria público e vivo, porém os gestores teriam carta branca a realizarem nele o que achassem melhor, arcando, elementarmente, com as devidas despesas do prédio.

Oliveira salientou, contudo, que tal hipótese não descarta totalmente a possibilidade de venda. De qualquer forma, fica nítida a filosofia da atual administração: é desperdício e dispêndio ter gastos com dois estádios mambembes, sem condições decentes de funcionamento, e que ainda por cima não abrigam evento atrativo nenhum, porque não os há.

Se é correto (ou não) o pensamento de Barbosa Neto, só o tempo dirá. O facto é que, independente do sacrifício ou salvamento da velha arena que tantos momentos prazerosos propiciou aos munícipes da Filha de Londres, qualquer saída não será mais melancólica do que a triste realidade que se nos apresenta e que acomete e deteriora cada dia mais o nobre Vitorino Gonçalves Dias.

TecnoLondrina

01/05/2010

por Jacqueline Queiroz

Nesse primeiro ano da administração de Barbosa Neto, pode-se destacar na área de tecnologia os investimentos feitos no Parque Tecnológico e a doação feita  ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação (TI) de Londrina e região.

O próprio parque tecnológico Francisco Sciarra já representa um grande avanço nessa área.  Inaugurado em 2008,  o parque, localizado no parque das indústrias leves,  tem por objetivo  ser um pólo de criação de tecnologia e certificação de qualidade. Desde a sua inauguração, várias indústrias já se estabeleceram na local.

Relembrando

Quatro meses após assumir a prefeitura de Londrina, Barbosa Neto doou ao Arranjo Produtivo Local (APL) de Tecnologia da Informação R$ 378 mil reais para a reforma do Tecnocentro.

Duas semanas após a doação, o prefeito, acompanhado por uma comitiva, foi a Curitiba para conhecer o Tecnocentro da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Na ocasião Barbosa Neto assinou um protocolo de intenções, onde se comprometia a apoiar a implantação de um Técnopolo em Londrina.

Hoje

Quase oito meses depois, o projeto de implantação do Tecnopólo de Londrina, ainda está sendo discutido. A última reunião para o planejamento estratégico do projeto foi realizada no dia 23 abril e a próxima está agendada para esta sexta-feira.

A gerente do Parque Tecnológico Francisco Sciarra, Rosangela Portella Teruel, destaca nesse primeiro ano da administração Barbosa neto, o aporte de recursos e a formação de parcerias para o desenvolvimento tecnológico da cidade.

Ainda de acordo com Teruel, está prevista a implantação de um laboratório de análises de alimentos no parque tecnológico. A obra está orçada em 2 milhões de reais, sendo R$ 1.750.000 reais provenientes do governo federal e uma contrapartida do município no valor de R$ 250.000 reais. O projeto já foi enviado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e aguarda aprovação. O prazo para a execução da obra é de 12 meses, podendo ser renovado de acordo com a necessidade.

Vamos aguardar.

A ladeira do Tubarão

17/04/2010

Mesmo com a cara de mau, o Tubarão não assusta nem os púberes do Clube Atlético Cambé

A cara de mau do Tubarão, atualmente, sequer assusta os púberes do Clube Atlético Cambé

Por Leonardo Felix

Mostra-se cada vez mais perene a triste saga do Londrina Esporte Clube (LEC). Capaz de levar à neurastenia até o mais pacato e otimista torcedor, a recente sucessão de reveses parece ser inspirada em algum artigo de Arthur Schopenhauer. Nesta semana, novo capítulo foi destrinchado e mais uma vez a mão do carrasco alimentou a agonia de um frágil Tubarão e de seus entusiastas.

A equipa londrinense conseguiu ser derrotada pelo Clube Atlético Cambé (CAC), time da terceira divisão do campeonato paranaense. Detalhe: o CAC entrou em campo sem a melhor formação, apenas com os “pratas da casa” – jovens entre 17 e 20 anos formados pelo clube. O jogo-treino, realizado no Centro de Treinamento do Nichika, terminou no econômico placar de um tento a zero em prol do simpático clube do município adjacente.

O episódio é apenas mais uma camada de glacê deste amargo bolo, que há tempos está torrado no forno. Só nos últimos 12 meses, o LEC foi rebaixado à divisão de acesso do torneio estadual, eliminado da Série D do campeonato brasileiro, teve seu presidente afastado por denúncias de corrupção, opera atualmente por intervenção da Justiça do Trabalho – único clube brasileiro a alcançar tal proeza -, está com a administração nas mãos de um obscuro grupo paulista (autorizado pela justiça a gerir o time), viu os dois estádios citadinos (Jacy Scaff, vulgo Do Café, e Victorino Gonçalves Dias, o VGD) serem interditados pela Federação Paranaense de Futebol, por não terem condições de abrigar partidas profissionais, teve com isso de promover a partida de volta da Copa do Brasil, contra o Uberaba, de Minas Gerais, na cidade de Paranavaí e ainda viu o time mineiro deitar, rolar, abanar o rabo, fingir de morto, dar a pata e ficar com o osso da vaga. Sim, é de acabar com o fôlego e o estoque de vírgulas.

A derrota para os púberes cambeenses espantou o supervisor do Tubarão, Edenilson Franco, que soltou: “achávamos que precisaríamos de seis reforços, mas acho que teremos que trazer 11”. E assim a saga segue, segue a saga, com promessas de muito sofrimento durante a série B do paranaense. No arrebol, apenas a turva neblina opalescente que esconde qualquer perspectiva de progresso. O Tubarão continua engessado, preso a uma cadeira de rodas, descendo descontroladamente pela íngreme ladeira, em meio a cactos espinhosos, sem saber até onde vai esse doloroso declive.

Técnico de Londrina é demitido?

06/04/2010

por Lígia Zampar

Após ter uma participação pouco surpreendente no campeonato Novo Basquete Brasil, a equipe de basquete de Londrina pode estar sem técnico. 

E pior do que receber essa notícia, foi como o técnico Ênio Vecchi a recebeu: no meio da rua por intermédio do diretor Eduardo Leitinho.

Em entrevista à rádio Paiquerê AM, Vecchi diz que não acredita que esse seja a mesma decisão dos patrocinadores do clube e do profeito Barbosa Neto, e enquanto não tiver uma nota oficial, ainda se sente parte do clube.

Organizadores da F3 Sulamericana confirmam etapa em Londrina

25/03/2010

Por Leonardo Felix

Acaba de ser confirmada hoje (25) por organizadores da Fórmula 3 Sulamericana, em visita a Londrina, a realização de uma etapa da categoria no autódromo internacional Ayrton Senna. A etapa da F3 – que sempre tem duas baterias de provas – vai ser em 16 e 17 de outubro, junto com o Campeonato Metropolitano de Marcas, prova regional que há anos é disputada. Será a penúltima de nove corridas duplas, e, provavelmente, conforme explicou o organizador, Dilson Motta, “será o momento de definição do título”.

É a primeira vez que a F3 Sulamericana vem a Londrina, desde sua criação em 1987. Graças ao trabalho de Dilson Motta, a categoria tenta voltar a ter o status que teve um dia, quando revelou bons nomes ao mercado internacional. Hoje, o nível técnico de pilotos e equipes é insatisfatório, com um agravante: quem tem mais suporte e grana vence facilmente a competição, o que indica a falta de criatividade e “talentos natos”. De qualquer forma, parabéns, porque a Fórmula 3 sulamericana é um oásis no meio do deserto que virou a base de monopostos (carros com “rodas expostas”, vide Fórmula 1) no Brasil.

Menções honrosas à atuação ridícula da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) que há anos se mantém omissa e só preocupada em arrecadação e com a Stock Car (que ainda consegue gerenciar mal, diga-se. Nessa toada, o automobilismo brasileiro capenga. Temos apenas 13 autódromos e quase todos (exceção a Interlagos) estão em condições melancólicas. Para melhorar, Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, que tinha um baita traçado, apesar da falta de estrutura que lhe tirou a F1 no fim dos anos 80, foi meio mutilado para os Jogos Panamericanos de 2007, e agora terá sua outra metade destruída, para as Olimpíadas de 2016.

Quanto a Londrina, o autódromo Ayrton Senna também periclita. Tirando os focos de dengue encontrados no local, o traçado é acanhado, estreito, as áreas de escape são horríveis e perigosas e o asfalto apresenta até rachaduras. Por isso, mesmo com tão poucas opções, a Stock Car só corre aqui quando não há outra solução. A pista não comporta categorias como Stock e Fórmula Truck, e talvez seja incapaz também de abrigar a estrutura da F3 Sulamericana. O pior é saber que a grande maioria dos circuitos compactua da mesma claudicaria, e que nada tem sido ou será feito para melhorar a situação.

Mais sobre a Fórmula 3 Sulamericana aqui. E sobre os autódromos brasileiros, aqui.

 

O pão de cada dia. Ou o arroz, o feijão, a salada…

19/03/2010

por Bruna Lima

Algum tempo atrás, em conversa com uma amiga sobre as opções de alimentação para o cidadão londrinense, questionei se aqui não havia um desses restaurantes populares, que costumam oferecer refeições completas e nutritivas a preços econômicos. Na época minha amiga não soube responder, mas essa semana minha dúvida foi esclarecida: a Prefeitura de Londrina anunciou a construção do primeiro restaurante popular da cidade.

Eu já conhecia um pouco o funcionamento desses restaurantes: refeições balanceadas (e, dizem, bastante saborosas), com direito a suco e frutas, a preços populares. O restaurante popular de Londrina, parceria entre a Prefeitura e o governo federal do Paraná, terá como modelos dois estabelecimentos já em funcionamento em Curitiba, que utilizam esquema semelhante. O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, assinou ontem um convênio liberando 1,4 milhões de reais, enquanto a prefeitura entrará com um investimento de 280 mil reais.

Em geral, os restaurantes populares são instalados em cidades com população de mais de 100 mil habitantes. Segundo o prefeito Barbosa Neto (PDT), o restaurante que ficará na área central de Londrina é o primeiro de vários que devem ser construídos nos próximos anos. O estabelecimento, embora tenha capacidade para 5 mil refeições, deve servir cerca de mil por dia. O preço médio da refeição, para a população, deverá sair pelo valor aproximado de 1 real.

Os maiores beneficiados pelo novo restaurante com certeza serão os trabalhadores formais e informais, desempregados, estudantes, aposentados, moradores de rua e famílias de baixa renda. A mobilização para criação do restaurante popular em Londrina começou no ano passado, durante a gestão do prefeito José Roque Neto (PTB). No entanto, devido a um atraso no envio da proposta do trabalho ao MDS o projeto foi adiado. Mas agora, para satisfação de grande parte dos londrinenses, parece que finalmente o restaurante sairá do mundo das estratégias e será materializado no prato de cada cidadão.

via Portal Londrix