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CMTU x ambulantes: novo round?

23/03/2010

por Bruna Lima

foto: paginabrasileira.blogspot.com

Na manhã de hoje houve um acordo temporário entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina e os vendedores ambulantes, que ocupam a calçada do Terminal Central da cidade. A CMTU se comprometeu a arrumar um novo ponto de trabalho para os ambulantes até a tarde de segunda-feira (29) , os vendedores concordaram em ocupar apenas metade do espaço da calçada e as reformas prosseguirão. Está concluído, ao menos temporariamente, mais um capítulo da novela ambulantes x CMTU. No último domingo, logo cedo, houve tumulto em frente ao Terminal. A calçada ocupada pelos vendedores foi interditada e a Polícia Militar foi convocada, enquanto os ambulantes protestavam contra a desocupação.

Não é de  hoje que  a CMTU de Londrina e os vendedores ambulantes têm entrado em conflito. E se engana quem pensa que a polêmica está restrita apenas ao espaço em volta do Terminal. Em 2007 a CMTU já havia retirado camelôs do calçadão central da cidade – os ambulantes não teriam autorização para fazer comércio naquele local, principalmente de produtos considerados piratas, sem garantia nem nota fiscal.

Agora, a briga que se estende desde 2009 é com os vendedores de lanches que ocupam a calçada do Terminal:  os ambulantes – alguns trabalham naquele ponto há anos – se recusaram a desocupar o local. A CMTU já deu vários prazos para que eles saíssem da calçada, sem sucesso. Desta vez, a empresa alegou que a saída dos ambulantes era necessária para que fosse concluída uma reforma naquele espaço – o objetivo seria facilitar o acesso de cadeirantes, por exemplo.

 Vale lembrar que o desentendimento entre os ambulantes e a Prefeitura vai muito além da simples questão de ocupação de espaço. Os vendedores de lanches, por exemplo, não tem autorização da Vigilância Sanitária para prepararem seus sanduíches ali – mas isso já é assunto para outro post. De qualquer forma, considerando que estão instalados naquele local há anos e que muitos tem ali sua condição de sustento, não seria correto simplesmente expulsá-los sem oferecer nenhuma alternativa.

 Mas até quando essa aparente calmaria irá durar? Isso só poderemos saber no próximo capítulo desta história…

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