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Argentina inventa briga de brasileiros

24/06/2010

por Lígia Zampar

¿Qué te pasha, Brasil?

Está na capa da edição virtual do jornal “Olé”, o mais famoso diário de esportes da Argentina: “O que acontece com você, Brasil?”.

Segundo o diário, também conhecido por sua natureza irreverente, não bastasse mais uma ‘turbulenta’ entrevista coletiva do técnico Dunga, jogadores da seleção foram flagrados brigando durante o treino desta quinta-feira, na cidade de Durban. “Uma câmera registrou um momento raro entre o goleiro Julio César e o zagueiro Luisão, até que apareceu Robinho para separá-los”, diz.

A “briga”, porém, não passou de uma brincadeira do grupo, algo que o próprio “Olé” em algum momento chega a ponderar. Porém, cheio de reticências.

Não por acaso, em vez da conhecida expressão “¿Qué te pasa?”, o diário preferiu fazer uma brincadeira com ela, como se estivesse falando de maneira infantil.

A versão argentina AQUI!

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Uma disputa em bom português

24/06/2010

 

 

 

por Bruna Lima

Amanhã é dia de mais uma partida da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, e mais uma vez o país deve parar para assistir e torcer pela vitória  (ou não) do time do técnico Dunga. O adversário da vez é Portugal, mas com uma Copa de resultados tão imprevisíveis e surpreendentes fica difícil estabelecer uma previsão de vitória. A primeira etapa do mundial ainda nem acabou, mas já fez muita gente ficar de boca aberta. Portugal chegou na Copa do Mundo como uma das seleções favoritas e teve uma estreia decepcionante, com um empate em 0x0 contra a Costa do Marfim. A segunda partida da seleção europeia, com a fragilizada Coreia do Norte, resultou na maior goleada deste mundial: 7×0 para Portugal.

Contra a Costa do Marfim: vitória brasileira e expulsão de Kaká

O Brasil tem jogado bem até agora, com duas vitórias (Coreia do Norte e Costa do Marfim) que já garantiram sua classificação para a próxima etapa do campeonato. Mas o desempenho do time ainda está  abaixo das expectativas e  pela ofensiva dos demais concorrentes uma coisa é certa: a seleção brasileira precisará brigar bastante se quiser conquistar a taça da Copa. O Brasil atualmente está com dois desfalques: Kaká, que levou cartão vermelho no jogo contra a Costa do Marfim e Elano, que sofreu uma lesão durante a mesma partida e deve ficar em repouso. Mas o time de Dunga garante que está se preparando para superar todas as etapas desse desafio.

Portugal não contará com os meias Ruben Amorim e Deco, mas chega cheio de confiança rumo ao próximo passo do mundial.  O time liderado pelo técnico Carlos Queiroz ainda não garantiu sua vaga na próxima fase, mas do jeito que está só será eliminado caso perca a partida com o Brasil e a Costa do Marfim vença a Coreia do Norte (também em partida amanhã) numa boa goleada.  A essa altura do campeonato, nada mais surpreenderia.

Jogo do Brasil de camarote

16/06/2010

por Lígia Zampar

Achei o que seria impossível. Em pleno clima de Copa do Mundo, quando todos saem de casa, ou se reúnem na sala para assistir ao jogo da seleção brasileira, eis que encontro alguém que nem mesmo ligou a TV. Ficou a tarde toda deitado na própria cama.

Ele atendeu ao telefone, ao interfone, aos chamados da internet e aos amigos que apareceram na sua porta. Mas não adiantou. Se negou a ir ao bar, à casa dos colegas, ao vizinho, ou qualquer outro lugar.

Deitou na cama e ficou. Quando ouvia uma gritaria vindo do bar próximo, simplesmente se mexia na cama, às vezes, até trocava a posição do travesseiro ou mexia no edredon, mas não se dava ao trabalho de ligar a TV  e ver o que estava acontecendo no jogo.

Ouviu gritos de “GOL”, de “Não!”, e o máximo que fazia era imaginar o que poderia estar acontecendo, mas em nenhum momento a vontade de ver o que realmente estava rolando no campo veio.

No meio da gritaria, pegou no sono de vez. Acordou quase 4 horas depois de ter terminado o jogo. A bagunça no bar continuava, o que poderia significar qualquer coisa, já que se o Brasil tivesse ganho, beberiam para comemorar, e do contrário, beberiam para afogar as mágoas.

Enfim, depois de alguns pares de horas dormindo, levantou e deu alguns passos até o computador. Entrou na internet e alguns recados do tipo “Vamos comemorar” já dizia que o time brasileiro ganhara. Conversar com um amigo só pra saber o placar, e ter que ouvir que “onde já se viu não ver o jogo do Brasil na Copa!”.

Pelo que disseram, não foi perda de tempo dormir a tarde toda. O jogo foi chato e feio. Pelo menos nos sonhos desse ser, ele imaginou uma partida melhor.

Domingo de gols

13/06/2010

por Jacqueline Queiroz

O terceiro dia de copa rendeu seis gols. Em todos os jogos, uma seleção saiu vitoriosa. No primeiro confronto do dia, a seleção da Eslovênia bateu a seleção da Argélia por 1 a 0, com direito à frango e tudo!

Opa!

O estudante, Leonardo Caruso, acompanhou a partida e deu a sua opinião sobre o jogo:

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Nacionalismo, clichês, publicidade e copa do mundo

07/06/2010

Por Fernanda Souza

É tradicional, mercadológico e estratégico: em época de copa do mundo, as propagandas no país do futebol entram no clima e literalmente, se pintam de verde e amarelo. Produtos e serviços tentam atingir seus clientes com anúncios influenciados pela copa. Mas, hoje em dia, não é apenas com um Brasil, sil, sil que uma marca vai conquistar ou atrair novos clientes.

Atualmente o que faz sucesso é o “Gool ohhhh ohhhh Gool, Brasil” da música da campanha da Coca-Cola para a copa ou as propagandas de outras grandes marcas, que com qualidade técnica, textos e elementos visuais ou sonoros bem elaborados e até mesmo jogadores importantes como personagens, conseguem alcançar a empatia de seus públicos.

Para o redator publicitário Flávio Lanaro, uma boa propaganda deve tentar sempre fugir de ideias comuns. “Ninguém mais acredita naquele grito de Brasil, agitando a bandeira. Tudo deve ter uma certa profundidade e um link maior com o produto e com o sentimento de nacionalismo do brasileiro. Se repetir a propaganda ou o estilo, a campanha não atinge seu objetivo, e hoje os clichês ainda são recorrentes”, considera.

Lanaro é jornalista por formação, mas há 20 anos trabalha com publicidade. Hoje é sócio proprietário de uma agência conceituada de Londrina. Depois de ver e usar vários clichês em sua carreira, Lanaro acredita que só existe um segredo para chamar a atenção em época de copa do mundo: o bom gosto. “Independente do veículo, é importante que a imagem esteja associada a um conceito forte. Mesmo que o conceito esteja subentendido, ele tem que ser bom. Nas mídias impressas o que se vê é que os comerciais estão utilizando apenas texto e esquecem o recurso visual e vice versa. Esses elementos devem estar equilibrados”.

Segundo Lanaro, nos veículos audiovisuais é mais fácil de se atingir o objetivo das campanhas. “É algo que contagia, no rádio você tem o som de torcida, e na TV tem as cores, os recursos de som e imagem. É mais fácil de criar e são os meios mais explorados”.

Na opinião do redator, não é difícil traduzir o momento da copa para a publicidade. “A copa do mundo já está no imaginário do brasileiro. O clima é automático e não caindo no verde amarelo excessivo, a empresa deve sim aproveitar esse período. Se uma empresa é pequena por exemplo, não vai acontecer de aumentar ou diminuir a venda, mas ela vai criar um momento simpático com o cliente”.

Lanaro lembra que não é só a copa que o mercado busca. “Uma boa propaganda sempre terá espaço, independente da época. A copa dura um mês e não é todo produto que vai ter sucesso usando o evento. Às vezes é melhor esperar para poder anunciar, porque o mercado está saturado de copa do mundo e o consumidor pode não notar que o produto está lá”, diz.

Engraçado, né?

Tentar atingir o cliente com humor, principalmente em época de copa, pode não ser uma tarefa fácil no mundo da publicidade. Grandes marcas, como a Skol, provaram que é possível. Em um comercial bem humorado, a empresa consegue expressar a rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol, assentuada durante a copa.

Para Lanaro, essa é uma exceção. “O humor requer um timing de escrita, uma boa interpretação, um bom texto e uma boa produção. Aqui no interior por exemplo, em que você não dispõe de recursos financeiros, essas propagandas são bem difíceis de ser feitas. Existe um risco muito grande de se cair no ridículo, o que prejudica a marca. Mas, se você conseguir ‘pegar na veia’, é uma propaganda que vai ser muito bem lembrada e vai ser comentada”, conclui.

Do contra

07/06/2010

por Jacqueline Queiroz

Eles não vão comprar vuvuzela, camisa canarinho, fogos de artifício nem irão baixar o hino da torcida brasileira no celular, muito menos decorar a casa em tons de verde e amarelo. Eles são brasileiros, mas não torcem pela seleção brasileira!

Eles não são muitos, mas garantem que as razões para tal comportamento são muitas e de complexidades bem diferentes: vão desde a indignação com a alienação decorrente do futebol frente ao caótico cenário político e social de nosso país até o simples fato de contrariarem a baderna e o fanatismo desenfreado de torcedores nas vitórias da seleção no maior evento esportivo mundial.

Ir contra a maré não é tão simples como se imagina: geralmente eles torcem sozinhos em casa, pois nos bares a massa verde e amarela não aceita bem a galera “do contra”.

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Ano de Copa do Mundo no país do futebol

02/06/2010

por Lígia Zampar

É só andar nas praças pelas manhãs de sábado e domingo para perceber um movimento de pessoas maior do que o normal. São crianças, adultos, adolescentes, homens e mulheres interagindo e trocando figurinhas da Copa do Mundo. Não adianta negar, os cromos da Copa viraram febre!

O lançamento oficial do álbum foi em 11 de abril deste ano. No álbum, cada seleção tem uma página dupla, com 19 cromos. No total são 640 figurinhas para colecionar. No estado de São Paulo, os adesivos chegaram a faltar nas bancas.

A Panini, responsável pela produção e distribuição dos álbuns e das figurinhas, não divulga números de vendas ou até mesmo de distribuição, nem de anos anteriores. Mas o Sindicato dos Donos de Bancas de Jornal de São Paulo revelou que para a cidade de São Paulo, na primeira fase de vendas, foram disponibilizadas cerca de 1000 figurinhas (200 pacotinhos) para cada uma das 5000 bancas registradas na entidade, chegando mais ou menos 5 milhões de cromos.

Anderson Sanches, Guilherme Henrique e Jaime Persuhn formam três gerações de colecionadores do álbum da Copa e trocavam figurinhas entre eles até completarem o caderno. Pai de Guilherme e genro de Jaime, Anderson começou a completar o álbum por causa da lembrança que tem da sua infância, “quando era pequeno, sempre tinha um álbum para colecionar figurinhas, principalmente quando era ano de Copa. Além disso, queria ensinar e mostrar para meu filho como é bom preencher um álbum”.

Jaime começou sua coleção depois de ver o entusiasmo do neto e genro com as figurinhas. “Sou essencialmente esportista, gosto em especial de futebol e sempre que tenho a oportunidade coleciono figurinhas”.

Os álbuns foram completados em um mês. Eles compravam de 200 a 300 figurinhas por semana. Às vezes, trocavam figurinhas com amigos ou iam outros lugares que sabiam que encontrariam outras pessoas para trocarem. O Mercado Shangri-lá é uma boa opção pra quem procura um ponto de troca, próximo à banca Flamengo colecionadores sempre se encontram.

Agora, depois de completado pai e avô irão guardar os álbuns como lembrança para o filho/neto para lembrá-lo do momento que teve com os dois.

E pra quem pensa que a febre das figurinhas não chegou na Internet, se engana!A FIFA disponibilizou em seu site uma espécie de rede social misturada com álbum oficial das figurinhas da copa, totalmente de graça. É só entrar aqui!

Serviço

Distribuição: Nacional

Preço do livro ilustrado: R$ 3,90

Preço do envelope com 05 cromos: R$ 0,75

A Panini, empresa que comercializa o álbum da Copa do Mundo de 2010, está avaliando a possibilidade de ampliar o livro ilustrado com os jogadores convocados pelos técnicos da seleção e que não estavam no produto original, lançado em 11 de abril.

A incerteza quanto à fabricação do produto se estende ao seu formato. Pode ser tanto um álbum extra, como um encarte complementar ou até mesmo um livro totalmente diferente, que não englobaria figurinhas.

Segundo a assessoria de imprensa da Panini, a única certeza quanto ao produto é que ele só poderá ser lançado após o dia 1º de junho, data limite para as seleções divulgarem os 23 convocados para o Mundial. Até agora, a Fifa exigiu apenas uma pré-lista de 30 jogadores, embora alguns times, como o Brasil, já tenham fechado seu grupo para a África do Sul.
A proposta é apoiada pelo Sindjorsp (Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas de São Paulo). Segundo o presidente da entidade, Ricardo Carmo, o novo produto reaqueceria o mercado das figurinhas, que esfriou um pouco devido à febre ter surgido muito antes da Copa do Mundo, o que fez muitos colecionadores completarem o álbum antes do Mundial.

Anderson Sanches fez a figurinha do filho para colar na primeira página do álbum