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Muito além do calçadão

01/05/2010

por Bruna Lima

 

Após um ano, é visível o fato de que a administração do prefeito Barbosa Neto já enfrentou vários altos e baixos e diversas polêmicas. A mais recente delas, referente a questão do planejamento urbano, envolve o calçadão central de Londrina: a reforma, que começou no final do ano passado, já teve sua primeira parte concluída mas ainda parece gerar muitas polêmicas.

reforma no calçadão ainda provoca dúvidas

O objetivo da reforma do calçadão seria revitalizar o local, eliminar os (visíveis) buracos que frequentemente provocam transtornos, melhorar a acessibilidade para cadeirantes, por exemplo e de quebra “regularizar” a situação dos ambulantes que ocupam o lugar. A confusão se iniciou quando donos de quiosques foram intimados a sair dali pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). E com a primeira etapa da reforma concluída, vieram as críticas: o novo piso tiraria a “originalidade” do calçadão, seria muito escorregadio em dias de chuva…

mudança no Terminal causou expulsão dos ambulantes

Barbosa Neto se defende e garante que a maioria da população só faz elogios ao novo projeto do calçadão. De fato percebe-se que, pelo menos a princípio, é difícil agradar a todos. Mas as mudanças (e polêmicas) do governo Barbosa Neto vão um pouco além do calçadão. Podemos destacar a reforma em volta do Terminal Central, na rua Benjamin Constant, que tem como objetivo justamente embelezar e facilitar o acesso de deficientes, e obrigou a retirada (com a garantia de um novo ponto de comércio, segundo a CMTU) dos ambulantes que ocupavam o local há anos.

Saindo dos limites centrais da cidade e alcançando outros pontos de Londrina é possível notar que outras mudanças foram postas em prática. A continuação da operação tapa buraco, de recuperação asfáltica da cidade, que começou em pontos centrais e agora se expande para as periferias, é um exemplo. A poda de árvores (também alvo de discussão e críticas) e a troca da iluminação da cidade, cujo objetivo seria melhorar o trânsito e garantir a segurança noturna, também já foram iniciados.

reforma nos asfaltos deve melhorar o trânsito

Mas ainda há muito o que se fazer. As reformas atuais aparentemente vão bem, obrigado, mas nessa área ainda há muitas necessidades a serem supridas tanto no centro da cidade quanto nas periferias. É importante que a administração atual não faça vista grossa a esses problemas e prossiga com o possível para a melhorar a qualidade de vida da população no aspecto do planejamento urbano. E ao que tudo indica, o segundo ano do governo de Barbosa Neto promete trazer mais reformas e consequentemente, mais polêmicas.

CMTU x ambulantes: novo round?

23/03/2010

por Bruna Lima

foto: paginabrasileira.blogspot.com

Na manhã de hoje houve um acordo temporário entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina e os vendedores ambulantes, que ocupam a calçada do Terminal Central da cidade. A CMTU se comprometeu a arrumar um novo ponto de trabalho para os ambulantes até a tarde de segunda-feira (29) , os vendedores concordaram em ocupar apenas metade do espaço da calçada e as reformas prosseguirão. Está concluído, ao menos temporariamente, mais um capítulo da novela ambulantes x CMTU. No último domingo, logo cedo, houve tumulto em frente ao Terminal. A calçada ocupada pelos vendedores foi interditada e a Polícia Militar foi convocada, enquanto os ambulantes protestavam contra a desocupação.

Não é de  hoje que  a CMTU de Londrina e os vendedores ambulantes têm entrado em conflito. E se engana quem pensa que a polêmica está restrita apenas ao espaço em volta do Terminal. Em 2007 a CMTU já havia retirado camelôs do calçadão central da cidade – os ambulantes não teriam autorização para fazer comércio naquele local, principalmente de produtos considerados piratas, sem garantia nem nota fiscal.

Agora, a briga que se estende desde 2009 é com os vendedores de lanches que ocupam a calçada do Terminal:  os ambulantes – alguns trabalham naquele ponto há anos – se recusaram a desocupar o local. A CMTU já deu vários prazos para que eles saíssem da calçada, sem sucesso. Desta vez, a empresa alegou que a saída dos ambulantes era necessária para que fosse concluída uma reforma naquele espaço – o objetivo seria facilitar o acesso de cadeirantes, por exemplo.

 Vale lembrar que o desentendimento entre os ambulantes e a Prefeitura vai muito além da simples questão de ocupação de espaço. Os vendedores de lanches, por exemplo, não tem autorização da Vigilância Sanitária para prepararem seus sanduíches ali – mas isso já é assunto para outro post. De qualquer forma, considerando que estão instalados naquele local há anos e que muitos tem ali sua condição de sustento, não seria correto simplesmente expulsá-los sem oferecer nenhuma alternativa.

 Mas até quando essa aparente calmaria irá durar? Isso só poderemos saber no próximo capítulo desta história…