Archive for the ‘Uncategorized’ category

ainda bem

13/07/2010

ainda bem que acabou…

Addio ai fratelli d’Italia

28/06/2010

Por Vinícius Bersi

Outro dia me perguntaram se a eliminação da Itália da Copa me entristecia. A resposta: É claro que não. Explico-me, sou um “italófilo”, amo o Bel Paese, a cozinha italiana, o cinema, e a forma como os italianos vivem e se relacionam. E devo acrescentar que há mais de dois anos trabalho como professor da língua de Dante.

Por outro lado, quando se trata de futebol, os italianos sofrem de um excesso de autoestima, de modo que vencer duas copas, seguidamente, não lhes faria tão bem.

A Itália vive um momento de crise econômica e social, em que discursos mais ou menos xenófobos, da direita de Berlusconi e Umberto Bossi ganham forças e conquistam a cada dia mais cidadãos. Nas últimas eleições, os operários, que sempre votaram nos partidos de esquerda, votaram na Liga Norte, partido que nos anos 90, tinha a pretensão de separar o norte do país – historicamente mais rico – e criar um novo Estado chamado Padania.

São freqüentes as acusações de fascismo contra o governo, pela forma como encara a imigração, que, diga-se de passagem, sustenta a economia italiana com mão-de-obra para o setor industrial e de serviços.

Definitivamente, não é essa a Itália, que eu quero campeã.

Torcedor inconformado recebe a azzurra com vergonha (Foto Agência EFE)

Cannavaro, que só levou para casa o título de jogador mais bonito da Copa. (foto Agência EFE)

Além da COPA

22/06/2010

Por Ana Soranso

A COPA do Mundo está acontecendo, mas não só!

Algumas notícias acabam ofuscadas pelo brilho de tantas estrelas reunidas na África do Sul. Mas uma das maiores estrelas da Literatura Mundial não deve ter seu brilho apagado. Mesmo que a COPA tente lhe tirar esse mérito.

 Morreu no dia 18 de junho de 2010 o escritor, argumentista, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português José SaramagoEnquanto Eslovênia e EUA empatavam em 2×2, Inglaterra e Aregélia ficavam no 0x0 e  a Sérvia ganhava de 1×0 da Alemanha, o escritor português José Saramago aos 87 anos nos deixava.

 Saramago estava em casa, na localidade de Tias, na ilha espanhola de Lanzarote, vítima de leucemia crônica, quando seu editor, Zeferino Coelho, confirmou a morte: “Aconteceu há pouco”, disse, recordando que o Nobel da Literatura “estava doente há algum tempo, às vezes melhor, outras vezes pior”.

 O autor de “Ensaio sobre a Cegueira” estava em casa, acompanhado da mulher e tradutora, Pilar del Río. Ele havia passado uma noite tranquila e, após tomar café e conversar com Pilar, começou a sentir-se mal. Por volta de 13h (8h de Brasília), faleceu.

 O seu funeral teve Honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado em Lisboa.

 Debeladas as controvérsias a que nunca se furtou e que interventivamente procurava, a marca que ficará na mente e coração do Povo Português e de todo o mundo será o legado que José Saramago deixará e isso compete à história e à nós decidir.

 

 Um pouco mais sobre Saramago

 Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.

 O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Jardineiro Fiel e Cidade de Deus). Em 2010 o realizador português António Ferreira adapta um conto retirado do livro Objecto Quase, conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em co-produção com o Brasil e Espanha.

 Nasceu no distrito de Santarém, na extinta província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi director-adjunto do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

 

Mulheres na copa (3)

15/06/2010

Por Fernanda Souza

Hoje, em Londrina, desde às 8h da manhã, foi possível perceber artigos inusitados nas mulheres. Indo para o trabalho, para a faculdade, para academia ou até mesmo levar o cachorro para passear, as cores verde e amarelo estavam em vários acessórios. E foi assim até a hora do jogo. E assim permanece nos bares por exemplo, onde a vitória do Brasil ainda é comemorada.

É um tipo de nacionalismo que surge, brota, reluz nessa época. Mas que se ressalte, só nessa época. A maioria das mulheres há de concordar que não é sempre que usamos uma calça estilo legging verde, com uma blusa amarela. Ou até mesmo uma baby look do Brasil com um sapato social verde e o blazer por cima para ir trabalhar. Ou ainda um cachecol verde e amarelo.

São roupas que não vemos todos os dias nas ruas, ainda mais acompanhando as mulheres para tantos lugares, mas que hoje saíram do guarda roupa na cidade e pode-se apostar que no Brasil todo também. É importante ressaltar que exemplos bregas, casuais e elegantes dividem espaço nas ruas.

Montagem: Fernanda Souza (imagens- google)

Valeu a produção mulheres, porque o jogo não foi lá dos melhores, mas já que é para entrar no clima, que seja com estilo. Sem exageros.

A Jabulani vai rolar

14/06/2010

Por Leandro Kunhavalick

A copa do mundo já começou, e com ela o desejo dos brasileiros de comemorar mais um titulo mundial. Em meio a rotina do dia a dia e os afazeres de casa, do trabalho ou da escola, a maioria dos apaixonados por futebol tem de conseguir tempo para não perder as partidas, que como de costume são transmitidas ao vivo, em rede aberta e agora com qualidade digital. Assim esta sendo a rotina de Celso Limiro, professor de tênis e apaixonado por futebol, ele esta fazendo de tudo para não perder nenhuma partida: “Para os jogos da seleção meus horários já estão reservados, consegui folga no trabalho, mas durante os outros jogos sempre dou um jeito para pelo menos acompanhar o placar, afinal Copa do mundo só acontece a cada quatro anos.”

Durante os jogos da seleção brasileira a maioria das empresas e órgãos públicos irão parar, e o caso do maior centro comercial da região, o Shopping Catuai: por convenção as lojas irão fechar meia hora antes do inicio de cada partida e só reabrir meia hora após o fim do jogo. Não existe nenhuma lei para as empresas e o comercio fecharem as portas nestes horários, mas por uma questão de patriotismo e bom senso todos acabam parando.

Em tempos de Copa do Mundo tudo fica diferente por aqui, a começar pelo humor dos brasileiros e pela decoração inspirada no mundial. Muitas lojas e casas estão decoradas com as bandeiras e cores do Brasil, esperando apenas a bola rolar para nossa seleção. No próprio transito e grande o numero de veículos equipados com a bandeira do Brasil. As próprias festas juninas, tradicionais nesta época do ano também ganharam a cara da Copa, o comum e se ver bandeirolas verde e amarelas.

O comercio também aproveita esta época para se impulsionar com promoções e sorteios inspirados no evento. Alem de brindes como bandeiras e bolas promocionais, algumas delas ousam mais, a exemplo de uma rede de varejo que, no caso do Brasil ser campeão, não ira cobrar a parcela de seus clientes a prazo do mês de agosto.

Com tudo preparado e decorado, basta agora aguardar a partida de amanha: vamos comemorar, gritar, chorar, se reunir com os amigos e festejar o nosso Brasil, afinal, Copa do Mundo e apenas de quatro em quatro anos.

Pintou o campeão

14/06/2010

Oscar

A história do Japão em Copas do Mundo de futebol ainda é muito curta e a primeira participação da seleção aconteceu na França, em 1998. Comandado por Takeshi Okada, o time caiu no grupo H, juntamente de Argentina e de outros dois estreantes – Jamaica e Croácia. Derrotas nos dois primeiros jogos (ambas por 1 a 0), contra sul-americanos (neste mesmo dia 14 de julho) e europeus, respectivamente, acabaram com as chances de classificação e o próximo jogo serviria apenas para cumprir tabela, apesar disso, a vontade de conseguir a primeira vitória era grande e os jogadores entraram decididos a lutar pelos três pontos. O jogo foi vencido por 2 a 1 pelos Reggae Boys, mas pelo menos os japoneses conseguiram marcar seu primeiro gol em Copas, com Nakanishi. “Esperava no mínimo uma vitória, contra a Jamaica, mas a participação serviu para dar experiência para a próxima edição”, recorda o comerciante Luiz Nishizaki.

Escolhido para sediar o torneio juntamente com a Coréia do Sul, o Japão, como é de praxe com as seleções da casa, foi cabeça de chave no sorteio dos grupos e caiu junto de Russia, Tunisia e Bélgica. Os magníficos estádios, estética e tecnologicamente impecáveis, impressionaram toda a comunidade do futebol e receberam um grande número de torcedores apaixonados pelo esporte. A seleção agora seria protagonista e carregava a responsabilidade da classificação para a fase seguinte (nunca o país sede havia sido eliminado na primeira fase). Após empate de quatro gols contra a Bélgica, na estreia, a vitória só veio no segundo jogo, contra a Rússia. Precisando de apenas um empate para avançara às oitavas-de-final, o Japão venceu os tunisianos, por 2 a 0 (dia 14 de junho), e fechou a sua participação na primeira fase em grande estilo, em primeiro lugar no grupo, com sete pontos. O adversário agora seria a Turquia, segunda colocada, do grupo C, atrás do Brasil. Mas o sonho de chegar mais longe durou pouco e o gol de Umit Davala, aos 11 do primeiro tempo, foi o único de um jogo morno e sem grandes emoções. “Esperava muito daquela partida. Me lembro que reuni todos os meus familiares em casa e torcemos pela vitória. Pelo menos ficamos felizes de o Japão ter organizado um torneio tão bonito”, lembra Carlos Narazawa, agricultor.

A Copa de 2006 voltava à Europa e o Japão, agora retornava ao seu posto de coadjuvante. Com Zico como treinador a seleção buscava mais técnica e beleza em seu futebol e as chances eram promissoras, em um grupo F que tinha o Brasil, de Ronaldinho e companhia, como favorito, Austrália e Croácia. A segunda vaga era o objetivo, e a velocidade e maior experiência eram as apostas contra europeus e australianos. A derrota para os Socceroos e o empate contra os croatas obrigaram o Japão a buscar a vitória em seu último jogo, justamente contra a seleção canarinho. Apesar de começar ganhando, o time japonês cedeu quatro gols na sequência, acabando com sua chances de avançar.

Em 2010, novamente sob o comando de Okada, os japoneses enfrentam um grupo complicado, com Holanda, Dinamarca e Camarões. O técnico já declarou que o objetivo desta vez é alcançar as semifinais. Uma das grandes deficiências da seleção japonesa sempre foi o ataque, e neste ano a confiança no setor parece aumentar, devido à convocação de dianteiros que atuam no futebol europeu. A preparação para a Copa do Mundo, entretanto, não foi muito animadora, em termos de resultados. Nos últimos cinco amistosos que o time disputou, perdeu quatro – Sérvia, Coréia do Sul, Inglaterra e Costa do Marfim – e empatou o último, contra o Zimbábue. “Desta vez estou confiante na chegada às quartas-de-final. O time é mais alto e forte, disputará de igaual para igual contra as seleções européias, que se baseiam muito no jogo físico”, reforça Mario Matsuzaka.

Hoje, pela primeira vez, o Japão estreou com vitória na Copa. Em jogo truncado, a seleção conseguiu bater Camarões pela contagem mínima e agora sonha seriamente com a classificação para a fase seguinte. Ambas as equipes priorizaram o jogo pelas laterais do campo, o que está sendo a tônica de praticamente todos os jogos, tornando o embate monótono e desagradável ao espectador. Nem mesmo o atacante da Internazionale, Samuel Eto’o, conseguiu salvar os africanos. A carência de meio-campistas habilidosos, que abasteçam atacantes com boas assistência, ficou clara ao longo dos 90 minutos e o gol japonês saiu somente depois de jogada aérea, após Honda mandar para as redes aproveitando a falha camaronesa. Pela qualidade dos jogos, até agora, não parece assim tão distante o sonho japonês de ficar entre os quatro melhores do mundo.

Japoneses fizeram sushi de Camarões

Qual é a capital da Africa?

13/06/2010

por Vinícius Bersi

A copa do mundo também é uma oportunidade para os educadores ensinarem conteúdos sobre a organização política do mundo e as diferenças culturais entre os países.

Na escola profº Moacyr Teixeira, no bairro Maria Cecília, o profº Edwylson Marinheiro aproveita o interesse das crianças da EI 6 – Educação infantil 6, antigo pré-escola – para ensinar geografia. “Além de aprender um pouco sobre a geografia mundial, as crianças percebem que o nosso país tem muitas coisas de origem africana, e que as pessoas devem ser respeitadas independentemente das origens” garante o professor.

foto Vinícius Bersi

foto Vinícius Bersi

E as crianças aprovam, “eu gostei de estudar e saber sobre as cores do Brasil, e gostei de ver o mapa e saber onde fica o Japão” afirma Anna Clara de 6 anos.