Archive for the ‘Comportamento’ category

Isso não devia ter sido banalizado

30/06/2010

Por Mariana Medeiros

Foi-se o tempo em que Copa do Mundo era um evento exclusivamente futebolístico. Hoje, ela consegue mexer com a vida das pessoas, inclusive das que não gostam tanto assim de futebol. Não sei ao certo em que categoria de torcedores eu me enquadro, já que não me considero fanática, mas costumo acompanhar o que rola no mundo dos gramados, até mesmo quando não se trata de um campeonato em proporções mundiais. Mas o fato é que durante esse período de jogos, os países envolvidos na disputa param, sim, para acompanhar as novidades.  E digo isso com a propriedade de quem não é fanática e mesmo assim não consegue perder nenhum lance.

Mas quando falo em novidades não me refiro apenas às partidas e aos resultados. A grande verdade é que o evento que está acontecendo lá na África do Sul chama a atenção para outros aspectos. Eu poderia enumerar diversos deles, mas vou me prender em apenas um: os aspectos sociais. Digo sociais no sentido de interação social, mesmo. Notícias como a de que o governo brasileiro está mandando 30 mil preservativos para serem distribuídos no país sede da Copa provam que a integração entre os torcedores vai muito bem (nada contra a campanha contra a AIDS, que fique bem claro). E isso também acontece por aqui. Existem relatos de que os jogos do Brasil estão sendo usados até mesmo como álibi para maridos infiéis traírem suas esposas.

Tá, vou acabar me perdendo, pois esse papo de interação social é muito, muito amplo e exemplos não faltam. Tenho certeza de que qualquer pessoa que não se trancou dentro de casa nos últimos dias dos jogos presenciou pelo menos uma demonstração da “socialização” entre os torcedores.  Aliás, esse tema não é específico de Copa do Mundo e no Brasil, particularmente, é apenas um pretexto para as pessoas acharem que “é carnaval” e “tudo é permitido”. Assim, vou me ater a um ponto que, pra mim, ainda é realmente novidade: a grande quantidade de modelos nos estádios. Não existem provas, mas eu acho muito estranho que uma mesma pessoa consiga se pintar inteira e torcer freneticamente pelo Brasil, num dia, e pela Alemanha no outro. Ou então ser uma alemãzinha nata num jogo e, logo após, apoiar a seleção de Portugal.

Como se não bastasse, elas são todas muito lindas e magras.  Ainda não consegui entender como algumas delas conseguem ficar com a barriga à mostra num frio que obriga até mesmo os jogadores a colocar camisas com mangas (juro, isso não é dor de cotovelo!), mas deve ter alguma explicação convincente para tudo isso. Simples coincidência – e grande quantidade de calor humano, talvez…  Confesso que tenho certa aversão a esse tipo de coisa. Claro, elas podem mesmo estar, por livre e espontânea vontade, torcendo por várias seleções. Mas ainda acho que são falsas torcedoras, pagas (sabe-se lá por quem) pra engordar e embelezar as arquibancadas.

O frio fez com que os jogadores de Espanha e Portugal usassem camisas de manga

Mas enquanto isso, na arquibancada, a bela torcedora exibia a barriga e também foi fotografada torcendo pela Alemanha

Não tenho nada contra fotografar as belas mulheres que estão por aí, mas acredito que contratar modelos para isso é o mesmo que afirmar que os países em campo não possuem suas próprias beldades. E é óbvio que isso não é verdade, já que o mundo está repleto de pessoas bonitas e esbeltas, não apenas do sexo feminino. É muito triste que até mesmo em uma competição de futebol exista esse apelo estético, como se as arquibancadas virassem uma grande vitrine, mas é ainda pior quando essa vitrine é falsa. Que as relações sociais estão um tanto quanto banalizadas, que as pessoas supervalorizam os atributos físicos ao invés dos intelectuais, eu já sabia. Mas não, falsificar torcedoras pra mim não é normal, muito menos aceitável. Espero, de coração, que essas meninas sejam apenas ingênuas vira-casacas.

Num dia, brasileiras...

... no outro, alemãs!

E xingar pode, Arnaldo?

23/06/2010

por Jacqueline Queiroz

O episódio envolvendo o técnico da seleção brasileira e o jornalista da Rede Globo, Alex Escobar, não terá conseqüências para Dunga. O porta-voz da Fifa, Pekka Odriozola, manifestou que a entidade não punirá o técnico, pelos xingamentos na coletiva de imprensa após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim. Pekka informou que a entidade não reuniu provas para enquadrar Dunga no artigo 57 da legislação.

O Comitê afirma não ter encontrado base para abrir uma investigação sobre o treinador brasileiro – disse Pekka Odriozola.

Já no país vizinho, o diário Olé questiona se a Fifa utiliza dois pesos e duas medidas, para resolver assuntos como esse. No ano passado o técnico da seleção argentina, Diego Maradona, que é melhor que o Pelé, foi punido por insultar a imprensa argentina, após garantir a classificação à Copa do Mundo.

Na ocasião Don Diego teria dito: “Tenho memória. Aos que não achavam que iríamos a Copa, com perdão as damas aqui presentes, que ‘chupem’ e continuem ‘chupando’.”

E agora, Dona Fifa??

Paixão knarinha

22/06/2010

A bola e os bolões

13/06/2010

Por Auber Silva

A Copa do Mundo de Futebol sempre atrai a atenção de milhares de espectadores ao redor do mundo em cada uma de suas edições. Para alguns destes, especialmente aqueles originários de países de tradição ibérica, o evento esportivo mais importante do planeta tem outros ingredientes interessantes: as apostas em grupo.

No Brasil, é difícil encontrar alguém que nunca tenha dado um palpite valendo alguns trocados. Geralmente organizado entre amigos, colegas de trabalho ou estudo, e familiares, o Bolão é uma forma de trazer a experiência esportiva a outro nível. Essa modalidade de jogo de azar surgiu na Espanha com o nome de ”Polla” – hispanificação da palavra inglesa poll, que pode ser traduzida como pesquisa de votos.

A simplicidade desta prática encanta todos os tipos de pessoas. Não é raro ouvir histórias sobre a tia ignorante na seara futebolística que conseguiu anotar o prognóstico premiado, contrariando as previsões dos especialistas. Ou então as crianças que desbancam os adultos com sua contumaz simplicidade e acabam com uma excelente verba extra para a aquisição de doces e outras coisas comezinhas.

A reportagem acompanhou um grupo de amigos que se organizou para palpitar sobre todos os jogos da competição. Para entrar na disputa, o interessado teria que colocar cinco reais no pote e publicar os resultados imaginados em uma comunidade de um site de relacionamentos. Cada resultado acertado com precisão rende três pontos ao felizardo. No caso de conseguir prever a equipe vencedora ou um empate, errando o placar correto, soma-se um tento. Ao final do evento que movimenta bilhões, o líder do ranqueamento levará algumas dezenas de reais.

Apesar da popularidade do Bolão, o estudante Vitor Hugo Garbelini Frossard diz não apreciar a concorrência existente entre a expectativa de arrecadação monetária e o prazer de torcer pelo bom futebol. ”Fica complicado assistir aos jogos torcendo para sair o seu placar e não um placar que represente um jogo mais interessante do ponto de vista esportivo”, explica. No último mundial, ele aceitou a eliminação do Brasil diante da França com um pouco menos de ressaibo, já que faturou 30 reais com o palpite França 1×0. Esta forma de participar de bolões é mais interessante para Frossard. ”Eu acho que fica ruim quando precisa apostar em todos os jogos, mas é agradável apostar em um único jogo”, revela.

Independentemente das preferências futebolísticas, as apostas conseguem arregimentar muitos adeptos nesta época especial. Por isso, muita atenção no desempenho das equipes e uma boa dose de sorte são fundamentais para tornar ainda mais excitante o ato de torcer.

EMPATES, CARTÕES E EXPULSÃO

11/06/2010

por Lucas Couto

E hoje, dia 11 de junho, acompanhamos os dois primeiros jogos da Copa do Mundo. No primeiro, o país sede África do Sul enfrentou o México e empatou, o placar ficou em 1×1. Na segunda partida da competição, a França enfrentou o Uruguai e protagonizaram o primeiro 0x0 do Mundial.

Particularmente, concordo com os blogueiros de plantão que também acham que a África do Sul merecia ter vencido. Uma pena o pênalti e a bola na trave, jogadas perdidas que poderiam tê-los favorecido. Nesta partida foi dado o primeiro cartão amarelo do mundial para o mexicano Efraín Juárez que cortou um contra-ataque dos “Bufana-Bufana” – apelido da seleção africana –, com a mão.

Já o jogo entre França e Uruguai foi um tanto quanto insosso, definitivamente, sem nada que empolgasse. A partida válida pelo grupo A no estádio Green Point, Cidade do Cabo, foi palco do primeiro cartão vermelho da competição. Aos 35 minutos do segundo tempo o jogador uruguaio Nicolás Lodeiro (que entrou na partida substituindo Gonzáles), deu um carrinho no francês Bacary Sagna atingindo a perna do jogador. Assim sendo, foi penalizado com cartão vermelho e expulsão.

O jogador uruguaio Nicolás Lodeiro expulso durante a segunda partida do Mundial

O resultado entre França e Uruguai foi o mesmo do da última vez que se enfrentaram em um Mundial, em 2002. A próxima rodada do Grupo A acontece quarta-feira. África do Sul enfrenta o Uruguai, em Pretória, e o México a França, em Polokwane.

Tabela dos jogos da 1ª fase da Copa do Mundo 2010 na África do Sul

Os compadres

09/06/2010

Por Auber Silva

Eles são símbolos do futebol de seus países. Para quem acompanha o esporte bretão, esses dois jogadores podem ser considerados uma verdadeira antítese, o exemplo magno da democracia futebolística, responsável esta por unir no mesmo espaço jogadores com talentos opostos. Mas é inegável o espírito vencedor destes dois ex-atletas: ambos conseguiram levar a taça para seus compatriotas e ainda tiveram o privilégio de erguê-la com o gesto imortalizado pelo brasileiro Bellini. As semelhanças e peculiaridades não param por aí: eles estão na Copa do Mundo da África do Sul no comando dos selecionados nacionais que os consagraram.

Se você não sabe quem eles são, provavelmente o seu interesse pela competição esportiva mais importante do planeta seja mais baseado em outros departamentos que não o jogo em si. Todo caso, Carlos Caetano Bledorn Verri e Diego Armando Maradona são os nossos personagens. Mas o que os torna tão especiais?

Voltemos um pouco no tempo. Em 1994 Dunga era o capitão da seleção brasileira campeã mundial nos Estados Unidos. O seu período de atuação com a amarelinha foi batizado de ”Era Dunga”, pela crescente importância dada ao jogo pragmático e coletivo, balizado pelo espírito de batalha e que muitas vezes pecava no quesito qualidade técnica. Para o bem ou para o mal, Dunga está de volta, agora no comando técnico da Canarinho, e muitos especialistas consideram que o time por ele montado retomará aquelas características que fizeram, no final das contas, Galvão Bueno esgoelar-se e um membro da comissão técnica protagonizar momentos de extrema destreza circense.

Do outro lado, temos Maradona. El Pibe é avaliado pela maioria como o segundo maior jogador de futebol de todos os tempos, atrás do Rei Pelé. De fato, suas conquistas com o Boca Juniors, Nápoli e seleção argentina o credenciam. Em 1986 o selecionado rioplatense sagrou-se campeão mundial pela segunda vez e quem carregou o piano para os hermanos foi ele, Dieguito. Como Dunga, ele era o capitão da equipe. Diferente de Dunga, sua técnica apurada foi fundamental para a conquista do caneco. Retornando às vésperas da bola rolar na terra de Mandela, Maradona indica que a Argentina pretendida por ele será um time ofensivo, que tentará recriar em Messi o El Pibe que encantou o México.

Mas, enfim, o que aproxima esses dois personagens é a possibilidade de um deles ingressar no seletíssimo rol de campeões mundiais como jogador e técnico. Neste clube há apenas dois membros atualmente: O Kaiser Beckenbauer ( como atleta em 1974 e como treinador em 1990) e o incansável Velho Lobo Zagallo (jogando em 1958 e 1962 e comandando no Tri de 1970).

As cartas estão na mesa, e os cruzamentos permitem uma inédita e deliciosa decisão entre Brasil e Argentina, Dunga e Maradona. Será que algum dos dois conseguirá a marca histórica?

NEM TUDO É FUTEBOL

09/06/2010

por Lucas Couto


Futebol é sim a grande paixão da maioria dos brasileiros, não há dúvidas. Ano de Copa do Mundo então é aquela coisa. As cores verde e amarelo encarnam roupas, acessórios, artigos de decoração, objetos para carro, bandeiras, chapéus, apitos entre outros badulaques mais. São grandes as expectativas e a torcida para que se ouça no término da competição o tão esperado hino brasileiro. Algumas escolas e empresas dispensam alunos e funcionários mais cedo para que possam assistir aos jogos e, tem os que até programam para que suas férias coincidam com o período dos jogos. (mais…)