A bola e os bolões

Por Auber Silva

A Copa do Mundo de Futebol sempre atrai a atenção de milhares de espectadores ao redor do mundo em cada uma de suas edições. Para alguns destes, especialmente aqueles originários de países de tradição ibérica, o evento esportivo mais importante do planeta tem outros ingredientes interessantes: as apostas em grupo.

No Brasil, é difícil encontrar alguém que nunca tenha dado um palpite valendo alguns trocados. Geralmente organizado entre amigos, colegas de trabalho ou estudo, e familiares, o Bolão é uma forma de trazer a experiência esportiva a outro nível. Essa modalidade de jogo de azar surgiu na Espanha com o nome de ”Polla” – hispanificação da palavra inglesa poll, que pode ser traduzida como pesquisa de votos.

A simplicidade desta prática encanta todos os tipos de pessoas. Não é raro ouvir histórias sobre a tia ignorante na seara futebolística que conseguiu anotar o prognóstico premiado, contrariando as previsões dos especialistas. Ou então as crianças que desbancam os adultos com sua contumaz simplicidade e acabam com uma excelente verba extra para a aquisição de doces e outras coisas comezinhas.

A reportagem acompanhou um grupo de amigos que se organizou para palpitar sobre todos os jogos da competição. Para entrar na disputa, o interessado teria que colocar cinco reais no pote e publicar os resultados imaginados em uma comunidade de um site de relacionamentos. Cada resultado acertado com precisão rende três pontos ao felizardo. No caso de conseguir prever a equipe vencedora ou um empate, errando o placar correto, soma-se um tento. Ao final do evento que movimenta bilhões, o líder do ranqueamento levará algumas dezenas de reais.

Apesar da popularidade do Bolão, o estudante Vitor Hugo Garbelini Frossard diz não apreciar a concorrência existente entre a expectativa de arrecadação monetária e o prazer de torcer pelo bom futebol. ”Fica complicado assistir aos jogos torcendo para sair o seu placar e não um placar que represente um jogo mais interessante do ponto de vista esportivo”, explica. No último mundial, ele aceitou a eliminação do Brasil diante da França com um pouco menos de ressaibo, já que faturou 30 reais com o palpite França 1×0. Esta forma de participar de bolões é mais interessante para Frossard. ”Eu acho que fica ruim quando precisa apostar em todos os jogos, mas é agradável apostar em um único jogo”, revela.

Independentemente das preferências futebolísticas, as apostas conseguem arregimentar muitos adeptos nesta época especial. Por isso, muita atenção no desempenho das equipes e uma boa dose de sorte são fundamentais para tornar ainda mais excitante o ato de torcer.

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