Em cartaz: a polêmica do Teatro de Londrina

Por Ráisa Guerra

No segundo mês de gestão na prefeitura de Londrina, o atual prefeito, Barbosa Neto, trouxe à tona um assunto que seria polêmica na editoria “cultura” da cidade. Pode-se resumir a história pelos seguintes fatos: Nelson Brandão (o ex-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina – CMTU) deu uma declaração à Folha de Londrina de que ”6 ou 7” áreas estavam em estudo para o futuro Teatro Municipal, o que causou furor nos meios artístico e imobiliário. Barbosa e o então secretário de Governo, José do Carmo (PTB), negaram a informação logo em seguida. No entanto, dias depois, após protestos na Câmara, o prefeito admitiu o estudo de levar o Teatro ao Jardim Botânico de Londrina (ele comentou, após visita às obras do Jardim, que lá seria um bom lugar para o Teatro). Mas, em seguida, ele desistiu, assegurando o empreendimento na área do Marco Zero.

Local onde será construído o Teatro de Londrina

A confusão, feita por declarações equívocas e duvidosas, assim como a insegurança do prefeito quanto as decisões a serem tomadas, foram os pontos que marcaram essa novela. A obra, que deve ter um custo final de mais de R$ 70 milhões, teve cinco sugestões de localização. No setor imobiliário, a incerteza do local da construção do Teatro causou grande tumulto. Herança da gestão do ex-prefeito Nedson Micheleti (PT), a escolha do Marco Zero teve influência quanto a proximidade que o terreno dará do Teatro Municipal a grandes empreendimentos privados que serão criados por empresários na cidade.

Projeto vencedor do concurso para a implantação do Teatro Municipal de Londrina. O prêmio foi de 70 mil reais aos vencedores. O Teatro será implantado num terreno de quase 20 mil metros quadrados.

Maquete eletrônica

Visualização interna da maquete eletrônica

E o londrinense? Onde entra nessa história? Uma pesquisa pública efetiva passou longe de ser realizada e a escolha do “melhor local” baseou-se em critérios políticos e econômicos (privados). Mas, um Teatro Municipal, algo que em seu próprio nome remete ao município e, logicamente, aos cidadãos neles presentes, não é um assunto que deveria constar com a opinião de quem realmente irá “utilizá-lo”? O Município, inclusive, já arcou com o gasto de, aproximadamente, 1,5 milhão de reais destinados à contratação de projetos de engenharia e arquitetura. E se a verba prevista para a construção do Teatro (73 milhões) não for parcial ou totalmente liberada pelo governo federal, a Prefeitura deverá completar o orçamento. Além de não emitir sua opinião quanto a localização, o londrinense ainda pode vir a arcar com os custos de uma obra ao qual não deu alguma sugestão.

O Teatro Municipal realmente trará um enriquecimento cultural para Londrina. Mas, infelizmente, a polêmica em meio ao qual o projeto já nasceu ainda demorará a acabar.

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One Comment em “Em cartaz: a polêmica do Teatro de Londrina”

  1. MARIA CECILIA F. HADDAD Says:

    achei os projetos muito bom.
    gostaria que voces me mandassem toda informação do projeto inclusive as plantas, cortes, e fachadas se fosse possível, pois vou me inspirar neste projeto para meu trabalho final de graduação, onde o tema será um teatro.
    aguardo resposta.
    obrigada.


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