“Vá carpir um lote!”

A situação já não era das mais favoráveis nos serviços de manutenção de terrenos públicos quando o prefeito Barbosa Neto assumiu a prefeitura no ano passado: em março, a empresa Selecta havia assumido a capina e roçagem da cidade em caráter emergencial, sem passar por licitação. Ao fim deste prazo, o então presidente da CMTU, Lindomar Mota dos Santos, decidiu por outra contratação emergencial, que funciona no esquema: três ou quatro empresas apresentam propostas a Prefeitura, que escolhe a melhor sem necessidade de publicação ou transparência.

Mato alto e uma das principais reclamacoes em relacao aos servicos publicos, o que atesta a placa, colocada na praça que fica na rua Jonathas Serrano. Creditos da imagem: blog Pacoca com Cebola

A Biocollecta, consultora mineira, assume em setembro de 2009 um contrato emergencial de seis meses, no valor de R$ 392.800,00 mensais. Em janeiro, no entanto, a CMTU rescinde o contrato, sob alegação de que a empresa não o estaria cumprindo, e já recebera, no meio tempo, 300 notificações. O segundo colocado no chamamento, a empresa Equipav, de Campinas, não responde, e o município contrata, então, a MM Construções, pelo mesmo valor, para cumprir o mesmo prazo.
Quando o contrato emergencial está  por terminar, a MM demanda um aumento no valor repassado. O presidente da empresa alegou, na ocasião, que estavam precisando pagar para trabalhar. A CMTU, por meio do novo presidente, Nelson Brandão, decide por outro contrato de emergência: entra em cena a Visatec, que, de acordo com a companhia, apresentou a melhor proposta (a Visatec já era responsável pela coleta seletiva do lixo, e fez a capina e roçagem em Londrina de 2003 a 2009). O serviço passa então, a ser pago por metragem cumprida, o que diminui o valor do contrato para R$ 343,7 mil mensais.
No dia 21 de abril, problemas no cumprimento do contrato da Visatec, entre outros motivos, ocasionam a demissão de Brandão do principal cargo da CMTU, em pleno feriado. Andre Nadai assumiu a presidência, e já deu declarações de que pretende realizar alterações no contrato para capina e roçagem, caso a empresa não cumpra com as metas estabelecidas pelo município.
Trata-se de outro ponto de difícil resolução pela administração municipal, e uma das principais causas de reclamação por parte dos cidadãos londrinenses. Por um lado, as empresas não cumprem prazos ou metragens definidas por contratos, o que ocasiona alta rotatividade e descontinuidade nos serviços (situação agravada pela constante troca de diretores dentro da própria CMTU). Por outro, os empresários alegam que grande parte das reclamações são referentes a áreas não previstas no acordo. Raimundo Paiva, presidente da MM, declarou por ocasião do rompimento do contrato com a empresa, que “Londrina tem mais que o quádruplo de áreas públicas que o previsto em contrato para serem capinadas”.

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3 Comentários em ““Vá carpir um lote!””


  1. De quem é esse texto?


  2. Seja lá quem foi que escreveu é uma baita crítica a essa bagunça que tá a questão da capina e roçagem em Londrina. Ao invés de gastar com reforma no calçadão e inauguração espalhafatosa deveriam se preocupar em dar um jeito nesse mato espalhado pela cidade.

    Ass: Soraia Barros.

  3. ana Says:

    E olha que eu conheço essa praça. Ela fica num Bairro nobre, o Quebec, ao lado da casa do ainda vereador Rodrigo Gouvea. Agora, imaginem só a situação de praças que ficam nas periferias da cidade.

    Ana Soranso


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