De um lado da história

Por Ana Soranso

 Na próxima quarta-feira, dia 7 de abril, o governo brasileiro daria inicio à retaliação comercial contra produtos  dos EUA, mas os americanos fizeram uma contraproposta para prorrogar o processo da retaliação para o dia 22 de abril.

Durante este período será negociado um fundo, para financiar projetos brasileiros ligados à produção de algodão, no valor de US$147,3 milhões.

Caso haja entendimento sobre esses pontos até o dia 21 de abril, o Brasil poderá decidir prorrogar novamente a entrada em vigor das medidas, desta vez por um período de 60 dias, enquanto seria negociado um acordo para evitar a retaliação.

De acordo com a Camex, nesse prazo de 60 dias seria negociado um “entendimento provisório sobre os vários aspectos de implementação das determinações da OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre o contencioso”.

Segundo a nota, “o governo brasileiro vê com satisfação o progresso verificado nas conversações bilaterais e espera que as partes cheguem a um entendimento que torne desnecessária a adoção das medidas de retaliação”.

Do outro lado da história

O  país que pede acordo para comercializar é o mesmo que bloqueia transações econômicas quando lhe convém. Há 48 anos o EUA estabeleceu um bloqueio econômico contra Cuba.

Ao longo deste período, já causou um prejuízo superior a US$ 82 bilhões para o país caribenho, segundo estimativa feita pelo Relatório Anual (2005) sobre o Bloqueio dos EUA contra a ilha e suas conseqüências. Além do alto prejuízo econômico, o relatório denuncia que a política da Casa Branca viola as regras do direito internacional. “Essa política, profundamente isolada, é rejeitada a cada ano pela Assembléia Geral das Nações Unidas e tem uma forte oposição interna nos EUA”, assinala o documento. O governo cubano considera o bloqueio como “uma política de genocídio, em virtude do artigo II da Convenção de Genebra para a prevenção e sanção do crime de genocídio, de 9 de dezembro de 1948″. “Não há norma no direito internacional que justifique o bloqueio em tempo de paz. Nesse sentido, a ilha é alvo da guerra econômica”, afirma o mesmo relatório.

Fontes: http://acertodecontas.blog.br

               http://www.bonde.com.br

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